Como nutricionista e grávida, é meu dever alertas as grávidas e as futuras grávidas relativamente à suplementação de iodo.
No meio cientifico, já há algum tempo que é conhecida a importância da suplementação de iodo nas grávidas, devido às suas necessidades estarem aumentadas e à sua importância na prevenção de doenças cognitivas nos bebés/crianças. Esta medida já é adoptada em alguns Países e finalmente vai chegar a Portugal, tal como foi proferido à poucos dias pelo Director Geral da Saúde, Francisco George.
O iodo está associado à síntese de hormonas tiroideias e deveria ser ingerido regularmente na alimentação, o que muitas vezes não acontece, já que a sua carência é bastante frequente a nível da população mundial. Ao haver carência deste oligoelemento é claramente perceptível que a produção de hormonas tiroideias não seja tão eficiente, desta forma as principais consequências são o bócio, hipotiroidismo, e em casos graves, atraso mental, aumento da mortalidade neo-natal e fetal, cretinismo.
Os peixes e mariscos (que povoem mares com teores de iodo consideráveis) e o sal iodado são das principais fontes deste oligoelemento. Quando a suplementação é necessária, deve ser de 150-200 ug/dia.
Porque já estou alerta para esta situação e porque a minha GO está sempre na "crista da onda" já faço esta suplementação desde o inicio.
Esta não é a única suplementação que as grávidas devem fazer e que ainda não está instituída em Portugal, mas brevemente vou vos dando algumas informações que acredito serem benéficas neste sentido.
Antes de optar por qualquer tipo de suplementação aconselhe-se sempre com o seu médico ou nutricionista, pois existem situações em que a suplementação não está recomendado e os riscos podem ser maiores que os benefícios.
Mamã I.